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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A RELAÇÃO ENTRE EMPRESAS E SEGMENTOS DA SOCIEDADE

       No Brasil a relação entre empresas e segmentos da sociedade tem um histórico baseado nafilantropia, caridade e ações sociais de caráter religioso. Com a adesão ao viés econômico
baseado nos preceitos neoliberal e o modelo do “Estado mínimo”, associado à constatação das históricas dificuldades do Estado brasileiro em lidar com as questões sócias, o empresário, com os procedimentos da Responsabilidade Social, apresenta-se nesse cenário como sujeito capaz de empreender ações sociais práticas, ocupando os espaços deixados pelo Estado.

    Diante do diagnóstico de que o Estado não é eficiente na gestão dos problemas sociais, assim como de que a atuação da sociedade, baseada na “boa vontade”, também não gera resultados qualificados, abre-se uma vaga para quem tem “competência técnica para gerir os problemas”. [...] Em um cenário de crise de motivação para a vida pública, marcada por uma baixa credibilidade em relação às instituições sociais, o empresário aparece como o ator qualificado a instruir a lógica da eficiência e do jeito novo de “fazer o bem”. (GARCIA, 2004, p.16, grifos do autor)

     A adoção da construção de práticas empresariais socialmente responsáveis se intensificou
a partir do final dos anos 80 como reflexo da promulgação da Constituição Brasileira de 1988. Desde então, as organizações não governamentais (ONGs) se expandiram, preenchendo espaços deixados pela ausência, parcial ou total, do Estado na área social e cultural.
     Nesse cenário, é cada vez mais freqüente a parceria entre o segundo setor, representado
pelas empresas de capital privado; e o terceiro setor, as organizações não governamentais, na
articulação de projetos sociais com um recorrente discurso de resgate da cidadania e ocupação deespaços através da cultura.


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