2leep.com

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Inserindo a cultura nos procedimentos de ações da Responsabilidade Social

       Ao inserir a cultura nos procedimentos de ações da Responsabilidade Social, as empresas reconhecem o poder transformador da cultura e seus usos como fator de reversão de baixos indicadores sociais. Mas as potencialidades de uso dos bens culturais ainda não se encontram explorados com a abrangência que uma política cultural pública ou privada requer.
      O modelo mais freqüente de cultura na Responsabilidade Social empresarial está voltado para a área do entretenimento. Como um reflexo do fenômeno da espetacularização cultural e da busca por aumento de visibilidade, as empresas já perceberam que ao associarem sua marca e seu trabalho à cultura, agregam valor aos seus produtos. Esta operação contábil de destinar parte do lucro empresarial para o investimento em cultura, consiste no que caracterizamos como um dos paradoxos da Responsabilidade Social. Nesse modelo há o discurso da fragmentação do lucro para fins culturais e ao mesmo tempo, essa destinação de recurso agrega valor ao produto ou serviço, o que aumenta a participação no mercado, aumentando as vendas e conseqüentemente os lucros.
      Os modelos tradicionais apelam para uma política de eventos que resume a apresentar a mesmice da indústria cultural e dos meios de comunicação. Muitas vezes esses eventos são destinados aos  consumidores de cultura interessados e ao público especializado. Uma política cultural abrangente [pública ou privada] e de caráter democrático propõe uma ampla participação cultural, com atividades permanentes de formação, criação, debate e fruição que tenham continuidade, busquem enraizamento na comunidade e muitas vezes partam desse enraizamento. (FARIA, 2003, p. 39, grifo nosso)
     Assim, a estratégia de permanência e continuidade dos projetos culturais deve ser priorizada em relação a eventos esparsos, que em geral vêm com o rótulo de “formação de platéia”. Tais estratégias requerem o conhecimento e o reconhecimento do contexto, no qual se insere culturalmente uma comunidade. Muitas vezes ocorre que modelos que funcionam num determinado contexto, fracassam em outros. Por esta razão, as noções de caráter geral sobre a cultura e a gestão cultural devem ser contextualizadas. (MOREIRA, 2003)





0 comentários:

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Top WordPress Themes