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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Carmen A. Dias, exemplo de voluntariado.

Com a vivência adquirida exercendo a profissão de Secretária, ela ajudou a construir o Hospital do Câncer C
Com certeza o leitor deve estar tentando imaginar o porquê de estarmos levantando essa história em nossa revista. Carmen, na verdade, iniciou sua vida profissional como secretária, aí está a relação.
Aos 23 anos Carmen começou a trabalhar como secretária de seu pai, renomado médico da época. Um pouco depois conheceu Antonio Prudente, com quem se casou, e a partir
daí começou a trabalhar para seu marido, também como secretária.
Enquanto desempenhava suas funções diárias, engajou-se fortemente na arrecadação de fundos para a campanha de combate ao câncer e construção do Hospital do Câncer de São Paulo, grande sonho de Antonio Prudente. A ascendência ilustre e animada era motivo de orgulho e responsabilidade, pois desde os primeiros registros fotográficos, foram registradas imagens onde ela aparece com seu enorme sorriso, uma benção com a qual foi agraciada e que se esforçava para espalhar para todos à sua volta.
O desempenho de sua função, onde acompanhava seu pai e marido pelo mundo afora e os relacionamentos com pessoas ilustres, lhe trouxe muito conhecimento e dinamismo, que conciliado à sua bondade, lhe possibilitou exercer um trabalho notável frente à Associação Paulista de Combate ao Câncer (APCC). A APCC fez uma grande campanha para arrecadação de donativos e
Carmen não parou por aí, durante toda a sua vida organizou chás beneficentes, desfiles no salão de Madame Rosita (considerada a “primeira dama” da alta costura brasileira) e até gincana envolvendo todos os estudantes de Medicina de São Paulo.
No dia 23 de abril de 1953 entrava em funcionamento o Hospital A. C. Camargo – HOSPITAL DO CÂNCER, primeiro hospital de São Paulo erguido pela população por meio de doações, e voltado para ela, sem distinções, graças ao trabalho voluntário de Carmen e Prudente.
A luta pelo Hospital do Câncer havia apenas começado, as batalhas mais duras ainda estavam por vir, mas havia algo que os fazia sentirem-se vitoriosos e com muita energia para continuar: duas décadas depois do início (1934) de sua campanha de mobilização contra o câncer, o índice de portadores da doença que procuravam atendimento já numa situação em que nada poderia ser feito, caiu de 53% para 17%.
O casal não teve filhos, mas costumava dizer que teve um: “Só tivemos um filho, de concreto” - dizia Carmen, referindo-se ao Hospital do Câncer. “E, como é de praxe, o filho de concreto comportou-se como tal, e deu a seus pais muita alegria, tristeza e preocupação.” ?
armen Annes Dias nasceu em 1911 e foi casada com Antonio Prudente – médico cirurgião que iniciou uma campanha pública contra o câncer em 1993, quando ele já afirmava que o câncer seria totalmente curável, desde que tratado a tempo, isto é, por meio do diagnóstico precoce.conscientização sobre a doença; em maio foi lançada a primeira campanha oficial contra o câncer.

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