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terça-feira, 3 de abril de 2012

Redes Sociais potencializam a inovação corporativa



Por Maximiliano Carlomagno


Fazia pouco tempo que Marcos tinha postado sua ideia. Não tinha muita esperança de que a mesma seria aprovada. Ele não se considerava alguém criativo. Qualquer funcionário poderia ter dado a ideia. Muitas vezes ouvira dos clientes que aquilo era importante.  Por algum motivo a empresa nunca tinha tratado de forma estruturada a questão. Aproveitou e anexou uma imagem e um vídeo que auxiliariam a explicar o que estava propondo. Enviar!
Alguns minutos depois a ideia já tinha sido comentada e “curtida”. Uma pessoa da filial alemã a compartilhou com seu time. Ao final do dia a ideia original já não existia mais. Havia sido ampliada, refinada, revisada. Compartilhada e votada, disseminando-se do outro lado do mundo.
Você pode pensar que está dentro do Facebook. As redes sociais trouzeram uma série de aprendizados para as empresas no que tange ao atendimento a clientes, marketing e vendas. No entanto, um dos maiores potenciais das redes sociais está em transformar os processos de inovação, a forma como as pessoas colaboram. Falando em inovação, faz algum tempo que a falta de tempo, espaço e colaboração tem minado a inovação nas grandes empresas. Pesquisa que desenvolvemos sobre o tema evidencia que o ambiente organizacional tem apresentado uma série de restrições para a melhoria da produtividade da inovação.
A inovação é antes de tudo um fenômeno social e organizacional. Depende da interação das pessoas internas e externas na busca de novas oportunidades. A transformação de ideias em resultado passa pelo que denominamos de cadeia de valor da inovação, um conjunto de quatro fases, da geração da ideia à sua implementação. Esse processo ocorre dentro e, mais recentemente, fora da empresa. Participam pessoas de diferentes áreas. Do marketing e desenvolvimento de produto ao financeiro. Da produção ao RH. Cada etapa desse processo de inovação exige diferentes tipos de interações entre os participantes. Na fase de idealização o foco está em gerar ideias de grande potencial. Na fase de conceituação a intenção é refina-las. A experimentação trata de aprender na prática aquilo que funciona e não funciona sobre a ideia. Na implementação o foco é execução.
Aproveitando o hábito das pessoas em colaborarem por meio de redes sociais as empresas tem investido na construção e alimentação de “Facebooks de Inovação”, redes sociais internas ou externas com a participação de diferentes públicos (clientes, parceiros, fornecedores, universidade, start ups) para melhorar o resultado de suas iniciativas inovadoras.
Esses Facebooks da Inovação são plataformas tecnológicas de colaboração que aproximam pessoas, permitem interações produtivas e de baixo custo. Assim como no Facebook é possível comentar um post de um amigo, nas plataformas de inovação pode-se refinar a ideia de quem está no outro lado do mundo. Da mesma forma é possível anexar arquivos, fotos e vídeos para apresentar sua ideia.  Ferramentas desse tipo permitem que sejam formados grupos online para desenvolver determinado projeto e que tais informações sejam compartilhadas com os devidos níveis de acesso.
Nessas plataformas há a viabilidade de votar nas melhores ideias, como se fosse o “curtir” do Facebook. Recentemente realizamos um projeto desse tipo com vendedoras de loja e foi surpreendente a capacidade de refinamento das ideias a partir de visões complementares de pessoas com experiências e conhecimentos distintos. Também mereceu destaque o fato de que as pessoas interagiam fora da empresa e do horário de trabalho pois a ferramenta normalmente fica baseada na internet e permite acesso de onde você estiver, inclusive de smartphones e tablets.
Foi-se o tempo em que para gerar ideias era necessário reunir as pessoas em uma sala e realizar um brainstorming presencial. A técnica continua relevante mas carece de alcance, agilidade e tempo disponível, sem contar o custo envolvido.

Se sua empresa tem como objetivo fomentar a inovação internamente ou com parceiros é hora de considerar a implementação de uma rede social para inovação. Empresas como SanofiO BoticárioItaúTecnisa e White Martins tem obtido resultados promissores criando o espaço para colaboração e apoiando pessoas  como o Marcos a gerar, refinar e implementar ideias inovadoras.

1 comentários:

MARCELO DE SANTANA NEVES disse...

Acredito, que essas ferramentas são de grande somatória para equipes operacionais, supervisores, gerentes, diretores, clientes trocarem e buscarem informações em tempo real, sem precisar estar presente, basta estar conectado a internet.

 
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