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quarta-feira, 7 de março de 2012

As novas demandas de mercado sobre as empresas de Consultoria

Uma mudança fundamental de rumos está ocorrendo na atividade de consultoria e na maneira como consultores e empresas competem entre si. Existem ramificações na maneira como elas se organizam na maneira como elas selecionam e fornecem seus serviços às empresas suas clientes, nos mercados que elas focam, na tecnologia que elas adotam e no perfil e habilidades dos profissionais que empregam ou que utilizam em parcerias e subcontratações. Mas mudança é uma tônica em qualquer destas hipóteses.

Da mesma maneira como as nações industrializadas vivenciam um terremoto nos conceitos de competência e competitividade globais, assim também ocorre com as suas prestadoras de serviço, como é o caso das empresas de consultoria, que fornecem apoio estratégico e operacional.

O mundo dos negócios tornou-se muito complexo, e assim ocorreu na consultoria. Como no passado, o mercado - e seus negócios em contínua transição - é a mais potente força de mudança, forçando aqueles que o servem a se adaptar ou desaparecer.

Tendências em qualquer setor são fáceis de observar, especialmente pelos consultores mais atentos e ágeis, cuja sobrevivência depende de estarem à frente, ou ao menos lado a lado, com seus clientes.

AS TRÊS ORDENS DE CONSULTORIA

As organizações contratam todos os tipos de trabalhos de consultoria, e prestadores de serviços de consultoria vão desde aqueles que preenchem nichos definidos e específicos ("boutiques") até as empresas que oferecem serviços integrais, as chamadas "full-service firms". Em geral, no entanto, o mercado de serviços de consultoria pode ser dividido em três "ordens":

Operações - Como fazer a organização agregar valor mais eficientemente.

Estratégia - Definir o que as organizações decidem ser.

Dinâmica - Transformações nos contextos estratégicos e/ou operacionais.
Clientes necessitam assessoria em qualquer uma das três ordens. A história do negócio de consultoria tem sido uma progressão que parte da primeira ordem, consultoria operacional, após o que a condução das operações foi melhorada através da segunda ordem, de consultoria estratégica, onde o teor ou conteúdo da estratégia foi o escolhido. O próximo passo nesta progressão é em direção à consultoria de terceira ordem, onde criar novos contextos é o desafio.

Clientes continuarão a necessitar assistência operacional e estratégica, mas demandam crescentemente ajuda para trabalhar em novos contextos, para mudar. Sem assistência na gestão das mudanças, as assessorias em estratégia e em operações acabam sendo meras recomendações. Quando estas são implementadas e quando as mudanças que elas requerem são realizadas, consultoria de terceira ordem ocupa o seu lugar.

As empresas de consultoria maiores e mais estruturadas oferecem as três ordens de consultoria, para fazer frente às seguintes necessidades:

Questões sobre o "como" - Foco no entendimento, planejamento e controle das operações e otimização de performance operacional. Conceitos-chave é eficiência, produtividade, automação, melhoria de fluxos, integração.

Questões sobre "o que" - Foco em objetivos. Envolve seleção entre uma gama de alternativas relativas à estratégia corporativa, como seleção e segmentação de mercados, posicionamento competitivo, estrutura e as melhorias daí advindas. Expressões-chave são qualidade voltada para o mercado, vantagem competitiva, posicionamento, ameaças e oportunidades, barreiras à entrada de novos competidores, market share, competências-chave ("core competencies").

Questões do tipo "E se?...", "O que mais" e "Por quê?" - Foco em antecipar, controlar e acomodar mudanças com os contextos da 1ª e 2ª ordens. Conceitos-chave é gestão de mudanças e transições, empowerment, adaptação, agilidade, flexibilidade, velocidade, transformação, mudança cultural, paradigmas.

 

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